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07/06/2010

Santidade – Jonathan Edwards



A principal razão para que as Escrituras chamem os cristãos e suas virtudes de "espirituais" é a seguinte: o Espírito Santo produz nos cristãos resultados que se harmonizam com a verdadeira natureza do próprio Espírito.


Santidade é a natureza do Espírito de Deus, portanto, as Escrituras chamam-nO de Espírito Santo. Santidade é a beleza e doçura da natureza divina e a essência do Espírito Santo, assim como o calor é a natureza do fogo. Este Espírito Santo vive nos corações dos cristãos como uma fonte de vida, agindo neles e dando de Si mesmo a eles em Sua doce e divina natureza de santidade. Ele leva a alma a partilhar da beleza espiritual de Deus e da alegria de Cristo, de modo que os crentes associem-se com o Pai e com o Filho, pela participação no Espírito Santo. Assim, a vida espiritual nos corações dos crentes é igual em natureza à própria santidade de Deus, embora em grau infinitamente menor. E como o sol brilhando num diamante. O brilho do diamante é igual em natureza ao brilho do sol, mas em grau menor. E isso que Cristo quer dizer, em Jo. 3:6: "o que é nascido do Espírito, é espírito." A nova natureza criada pelo Espírito Santo é da mesma natureza do Espírito que a criou; assim, as Escrituras chamam-na de natureza espiritual.


O Espírito opera dessa forma somente nos verdadeiros cristãos. Judas descreve os homens de mente mundana como os "que não têm o Espírito" (Jud. 19). Paulo diz que somente os verdadeiros cristãos têm o Espírito Santo neles; e "se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dEle" (Rom. 8:9). Ter o Espírito Santo é sinal certo de estar em Cristo, de acordo com João: "Nisto conhecemos que estamos nele, e ele em nós, pois que nos deu do seu Espírito" (I Jo. 4:13). Em contraste, um homem natural não tem experiência de coisas espirituais; falar delas é tolice para ele, pois não sabe o que significa. "Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las porque elas se discernem espiritualmente" (I Cor. 2:14). Jesus mesmo ensinou que o mundo incrédulo não conhece o Espírito Santo: "o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece" (Jo. 14:17).


E claro, portanto, que os efeitos produzidos pelo Espírito Santo nos verdadeiros cristãos são diferentes de qualquer coisa que o homem possa produzir pelo poderes humanos naturais. É isso que eu quis dizer ao afirmar que as emoções espirituais verdadeiras surgem de influências sobrenaturais.


Disso se segue que os cristãos têm uma nova percepção ou concepção interna em suas mentes, totalmente diferente em natureza de qualquer outra coisa que tenham experimentado antes de serem convertidos. É, por assim dizer, um novo sentido espiritual para coisas espirituais. Esse sentido é diferente de qualquer sentido natural, assim como o sentido do paladar é diferente dos sentidos de visão, audição, olfato, e tato. Por esse novo sentido espiritual, o cristão compreende as coisas de modo diferente da percepção possível ao homem natural; é como a diferença entre simplesmente olhar para o mel e de fato experimentar sua doçura. É por isso que as Escrituras muitas vezes comparam a obra da regeneração pelo Espírito à aquisição de um novo sentido - visão para o cego, audição paia o surdo. Sendo esse sentido espiritual mais nobre e excelente do que qualquer outro, as Escrituras comparam sua concessão ao ressuscitar dos mortos e a uma nova criação.

Fonte: JonathanEdwards.com.br

07/05/2010

Entusiasmo no Louvor não é Sinal de Conversão – J. Edwards



Muitos parecem pensar que se as pessoas forem entusiásticas no louvor a Deus, é um sinal certo de conversão. Examinei abreviadamente isso antes. Mais quero fazê-lo mais detalhadamente aqui, devido à grande ênfase colocada por alguns no louvor como sinal de vida espiritual.

Nenhum cristão condenará outra pessoa pelo entusiasmo no louvor a Deus. Não obstante, devemos reconhecer que tal entusiasmo não é sinal certo de conversão. Como já vimos, satanás pode imitar todos os tipos de emoções espirituais. E as Escrituras nos dão muitos exemplos de pessoas não salvas dando louvor a Deus e a Cristo entusiasticamente.

Quando Jesus realizou milagres em várias ocasiões, as Escrituras dizem das multidões: "a ponto de se admirarem todos e darem glória a Deus" (Mar. 2:12), "Então glorificavam ao Deus de Israel" (Mat. 15:31), "Todos ficaram possuídos de temor, e glorificavam a Deus" (Luc .7:16). Também eram entusiásticos louvando o próprio Jesus: "E ensinava nas sinagogas, sendo glorificado por todos" (Luc. 4:15). "Hosana ao Filho de Davi; bendito o que vem em nome do Senhor. Hosana nas alturas!" (Mat. 21:9). Infelizmente, sabemos quão poucos daqueles tiveram uma fé verdadeira em Deus e em Cristo.

Depois de Jesus ter subido aos céus, lemos em Atos que aqueles que viviam em Jerusalém "todos glorificavam a Deus pelo que acontecera" (At.4:21). Isso foi porque Pedro e João haviam curado um mendigo coxo. Mas quão poucos daqueles que viviam em Israel partilhavam a fé de Pedro e João! Quando Paulo e Barnabé pregaram aos gentios em Antioquia, esses gentios "regozijavam-se e glorificavam a palavra do Senhor" (At. 13:48). Entretanto, somente alguns foram salvos; pois, "creram todos os que haviam sido destinados para a vida eterna."

Israel cantou louvores a Deus no Mar Vermelho, contudo em breve estava adorando o bezerro de ouro. Os judeus no tempo de Ezequiel mostraram muito amor por Deus com suas bocas, mas seus corações estavam presos ao dinheiro e às posses (Ez. 33:31-32). Isaías diz que aqueles que odiavam os verdadeiros servos de Deus clamavam: "Mostre o Senhor a sua glória" (Is. 66:5). Desses exemplos e muitos outros nas Escrituras, segue-se que o entusiasmo no louvor a Deus e a Cristo não é sinal confiável de conversão.

Fonte: www.jonathanedwards.com.br

03/05/2010

O Conhecimento de Deus - Jonathan Edwards




Ao compartilhar o conhecimento de si mesmo, ele faz de si mesmo o seu fim na criação


Uma parte dessa plenitude divina comunicada é o conhecimento divino. Esse conhecimento comunicado, que deve ser considerado referente ao fim último de Deus na criação do mundo, é o conhecimento de DEUS pela criatura. Porquanto esse é o fim de todas as outras formas de conhecimento, e até mesmo a faculdade do entendimento seria fútil sem ele. Esse conhecimento é, mais propriamente, uma transmissão do conhecimento infinito de Deus, que consiste acima de tudo no conhecimento que ele possui de si mesmo. Ao fazer desse o seu fim, Deus faz de si mesmo o seu fim. Esse conhecimento na criatura é apenas uma conformidade com Deus. É a imagem do conhecimento que Deus possui de si mesmo. É uma participação nele, ainda que em grau infinitamente reduzido, assim como os raios emitidos pelo Sol são uma parte da luz e da glória do Sol propriamente dito.

Fonte:www.jonathanedwards.com.br