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24/05/2010

Não ao preconceito.




Uma mulher branca, de aproximadamente 50 anos, chegou ao seu

lugar

na classe econômica e viu que estava ao lado de um passageiro

negro.

Visivelmente perturbada, chamou a comissária de bordo.

'Qual o problema, senhora?', pergunta uma comissária..

'Não está vendo?' - respondeu a senhora - 'vocês me colocaram

ao lado de um negro. Não posso ficar aqui. Você precisa me

dar outra cadeira'.

'Por favor, acalme-se' - disse a aeromoça - 'infelizmente,

todos os lugares estão ocupados. Porém, vou ver se ainda temos

algum disponível'.

A comissária se afasta e volta alguns minutos depois.

'Senhora, como eu disse, não há nenhum outro lugar livre na

classe econômica.Falei com o comandante e ele confirmou que

não temos mais nenhum lugar mesmo na classe econômica. Temos

apenas um lugar na primeira classe'.

E antes que a mulher fizesse algum comentário, a comissária

continua:

'Veja, é incomum que a nossa companhia permita à um passageiro

da classe econômica se assentar na primeira classe.

Porém, tendo em vista as circunstâncias, o comandante pensa

que seria escandaloso obrigar um passageiro a viajar ao lado

de uma pessoa desagradável'.

E, dirigindo-se ao senhor negro, a comissária prosseguiu:

'Portanto senhor, caso queira, por favor, pegue a sua bagagem

de mão, pois reservamos para o senhor um lugar na primeira

classe...'

E todos os passageiros próximos, que, estupefatos assistiam à

cena, começaram a aplaudir, alguns de pé.

Se você é contra o racismo, envie esta mensagens aos seus

amigos, mas não a delete sem ter mandado pelo menos a uma

pessoa.


'O que me preocupa não é o grito dos maus.

É o silêncio dos bons...'


Fonte: http://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:J8i4B0Ku3y4J:br.answers.yahoo.com/question/
index%3Fqid%3D20091027104342AAXkVML
+preconceito+no+avi%C3%A3o&cd=1&hl=pt-BR&ct=clnk&gl=br

13/05/2010

Pelé o grande filósofo brasileiro.





Nunca fui muito de futebol, mas tenho um amigo que sempre me incentiva a jogar como maneira saudável de viver. Outro dia estava jogando no gol, que posição ruim para quem gosta de jogar na linha, então percebi que no futebol existe mais filosofia do que muitos imaginam. Howard Gardner, famoso psicólogo da década de 80, traçou sua teoria das múltiplas inteligências, na tentativa de equipara-las, baseio-me na cosmovisão dele para desenvolver esta analogia, se futebol fosse filosofia, Pelé seria uma das mentes ou melhor, a mente mais brilhante da filosofia brasileira, pelos seus inúmeros gols e títulos em sua carreira.
Para um jogador de futebol nunca há somente um movimento, mas muitos outros movimentos são calculados em um único passe de bola, até que se chegue ao gol como uma dialética muito bem organizada. Não é a toa que Pelé é chamado de gênio por muitas pessoas que realmente entendem e estudam o futebol. Os jogadores de futebol balançam nas palavras faladas, não são bons oradores. Quem nunca viu um jogador se embolando em suas palavras em alguma rede de televisão? Mas quando se refere a balançar no campo no meio de uma partida não há melhor filósofo que eles. Neste campo Platão ficaria no chinelo.

Por: Adoniran Melo

25/03/2009

O surdo e a teologia fenomenológica.



                                                           por Adoniran Melo

O pensamento teológico se define a partir de fenômenos experimentados no cotidiano, que possibilitam bases para diversas interpretações sobre a multiplicidade dos noemas (essências ou significações) humanos acerca de Deus, porém um me chama muito a atenção, o pensamento teológico na perspectiva de um individuo surdo, que chamarei aqui de pensamento surdo-teologico, que se define a partir da maneira empírica de vivência que o surdo tem sua leitura cosmológica, vem mediante as imagens ou gestos que ele lê e interpreta em seu universo silencioso e visual, seus olhos tem um papel preponderante para a construção de seus conceitos e percepções do universo que o cerca.
Quero esclarecer que me refiro ao individuo como surdo, para prefigurar aquele que luta por sua cultura e maneiras dinâmicas de comunicação, então não se assemelha em nada ao individuo deficiente auditivo, mas em parte ao implantado e o oralizado, pois o surdo tem uma língua gesto-visual de caráter interpretativo a partir da experiência visual, então me impulsiono a refletir sobre a capacidade de noesis (atos intencionais da consciência )do abstrato. Como isso se processa pelo surdo?
Suas bases de interpretações do ser de Deus (ani hú, EU SOU) vem de suas interpretações dos fenômenos vividos com o seu ser (ani wehu, eu e Ele ), não é difícil um surdo crer em um Deus que não ouve, ou seja, um Deus surdo, não quero ser mal interpretado, mas não me refiro a um entendimento ouvintista,  pois os conceitos do individuo surdo sobre surdez não se assemelham aos nossos, nem tomo como base a ontologia, pois suas tentativas de definir o ser de Deus são altamente limitadas e ficam no campo da subjetividade.
 Para nós uma pessoa surda é aquela que é desprovida do sentido da audição, e os estigmatizamos como deficientes no sentido mais esdrúxulo da palavra, mas a concepção de Deus pode ser vista como um Deus que vê tudo que o cerca e se manifesta, e que ouve através dos olhos como as pessoas ouvem no seu contexto de gesto- comunicação, ou seja a fé vem pelo o ouvir (ver na aplicabilidade surdo-teologica da palavra) e a experimentação do abstrato vem por meio de suas experiências concretas, pois entendemos que Deus se revela através de sua criação. 
Chego então à conclusão que é a partir de uma cosmo visão de cunho fenomenológico, que o individuo surdo tem sua fé no Deus altíssimo fazendo uso de ideias teológicas que caminham pelo campo do modalismo teológico.